Musicoterapia

 

A musicoterapia é hoje uma técnica terapêutica muito difun­dida, aplicada pela medicina no mundo inteiro. Ela tem as suas raízes na sabedoria milenar e a suas origens se perdem no tempo. Existem muitas referências e escritos relacionados à aplicação da música e dos sons na medicina. Na região de Kahum, no Egito, foi descoberto um papiro de aproximadamente 4.500 anos que revela a aplicação de um sistema especial de sons e músicas vocais e instrumentais para o tratamento de diversos problemas mentais, emocionais e espirituais, incluindo alguns de ordem física ou orgânica.

A mitologia grega é particularmente rica em informações sobre técnicas terapêuticas musicais. Asclépios (Esculápio, para os romanos), o deus da medicina, é conhecido na mitologia grega pela particularidade de tratar os doentes fazendo-os ouvirem cânticos mágicos. Os gregos antigos chegaram a desenvolver um sistema bem organizado de musicoterapia, baseado na influência de cer­tos sons, ritmos e melodias sobre a mente e o corpo humanos. Pia tão mostrava uma especial admiração pelos efeitos terapêuti­cos da música, tendo afirmado que "a música é o remédio da alma".

Mas bem anteriormente aos gregos e egípcios, os médicos da antiga Índia talvez tenham sido os maiores conhecedores das técnicas musicais curativas. A antiga medicina hindu, a medicina ayurvédica, dispõe até hoje de sons instrumentais, de cânticos e de mantras capazes de ativar e de equilibrar os centros de força psíquica do homem, promovendo a recuperação do organismo mesmo diante de problemas sérios. Um dos ramos da literatura védica, o Ghandharva Veda, ou "conhecimento dos tons musicais", reúne técnicas de musicoterapia baseada em ragas, ou melodias improvisadas, capazes de produzir resultados surpreendentes. Segundo os estudiosos do assunto, esse tipo de música agrupa as vibrações fundamentais que pulsam na natureza a cada mo­mento. Desse modo, há ragas específicas que devem ser ouvidas em determinadas horas devido à sua maior influência cósmica naquele instante. Isto é apenas uma pequeníssima mostra da pro­fundidade da música Ghandharva, que é de uma complexidade quase incompreensível para o ocidental pouco sensível.

A música e o som dos instrumentos musicais sempre influen­ciaram o homem, inspirando sentimentos dos mais variados tipos. E inegável, por exemplo, o efeito nos seres humanos provocados pelo canto dos pássaros, pelo trovão, pela chuva caindo num dia frio, pela música de uma flauta... Estes efeitos inexplicáveis são hoje utilizados pela musicoterapia no sentido de produzir tran­qüilidade, equilíbrio, bem-estar, recuperação do estresse moderno e no tratamento de diversas doenças, principalmente psicosso­máticas.

Esta é uma modalidade de tratamento antiga, mas agora vem crescendo e sendo estudada cientificamente. Baseia-se no efeito dos sons e notas musicais no cérebro humano. Numerosos grupos de terapeutas, médicos, psicólogos e estudiosos aplicam sons e músicas para combater problemas de saúde.

De uma maneira geral, sabe-se que a música produz efeitos variados, dependendo das suas características. Por exemplo: a música agitada produz ansiedade, a música desarmônica estimula as emoções negativas, como o medo, a cólera, etc. Já a música mais leve, suave e melodiosa acalma e ajuda a pensar, além de facilitar a digestão, regular a circulação sangüínea e equilibrar o metabolismo. A música rítmica, como o jazz, o samba e o rock leve e embalado, produz agitação e dispersão mental, alterando a concentração. Experimente-se executar um cálculo matemático ouvindo-se um samba agitado e depois um clássico de violinos... E sabido também que a música marcial combate o medo. E até hoje utilizada para estimular soldados para a batalha e para pro­duzir o senso de patriotismo. O escritor Eça de Queirós, afirmava que "são os hinos que fazem as revoluções".

São conhecidos os efeitos das valsas, das polcas e das mazurcas no combate à preguiça São conhecidos também os efeitos psí­quicos de alguns instrumentos, como a harpa, que combate a irritação nervosa; o violino, contra a insegurança; o piano, contra a depressão e a ansiedade.

Devido a estas características, a musicoterapia tem indicação quase exclusiva para casos psíquicos, psicomentais e mentais, distúrbios afetivos, traumas emocionais, experiências negativas introjetadas, conflitos internos e similares. Mas há várias indica­ções musicoterapêuticas para problemas físicos; curiosamente, desde a Antiguidade, o som da flauta doce é famoso pelo seu efeito analgésico no tratamento da fase aguda da dor ciática. Nos Estados Unidos, a musicoterapia tem sido aplicada em diversas clínicas comuns no tratamento de problemas tidos pela medicina como males "orgânicos", caso da colite nervosa e das crises de asma. Há relatos de aplicação de musicoterapia, através de mú­sicas clássicas, para o tratamento de neuroses de guerra e de­pressão.

Neste manual a musicoterapia é mencionada apenas nos casos onde ela é indicada e tem ação comprovada, segundo a expe­riência dos médicos que a ela se dedicam. As indicações musicais deste manual pertencem à experiência mais atual dos terapeutas musicais do Brasil e do mundo, principalmente do Centro de Pesquisas e Aplicações Psicomusicais da França.

 

 

Miriam Pipari

E-mail: infoholistico@gmail.com

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Formada em Naturopatia, pela Universidade Internacional de Ensino Livre, Terapeuta Holístico, Pelo Instituto Escola em Terapia Holistica, e Holoterapeuta e Cromoterapeuta pelo Instituto Antonio Vieira.

Profissão Cromoterapeuta, Auriculoterpeuta, Técnicas em Medicina Orientais, Técnica de Psicoterapia, Mestre em Reike, e Personal-trainer de Pilates.

Espaço de Medicina Holística Alternativa, fica situado em Salvador

 

Registro CRTH 0451

Abrath Nacional